Conheça a primeira bombeira militar de Paraguaçu Paulista

Conheça a primeira bombeira militar de Paraguaçu Paulista

Recentemente, o Corpo de Bombeiros de Paraguaçu Paulista passou a contar com a SD PM Viviane Aparecida Florencio em sua equipe, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo no município. Ela concedeu entrevista ao I7Notícia e contou um pouco da sua história profissional.

“É uma honra poder ser a primeira mulher a compor o efetivo do Corpo de Bombeiros de Paraguaçu Paulista, e poder trabalhar nessa cidade. Espero poder fazer o meu melhor sempre e estar à disposição da população”, contou a bombeira.

Natural de Assis, a SD PM Viviane tem 32 anos e é formada em Educação Física. Ela foi incorporada como policial bombeira em 24 de novembro de 2015.

“Quando me formei na ESB - Escola Superior de Bombeiros me apresentei no 14º Grupamento de Bombeiros em Presidente Prudente, sendo designada a compor o efetivo da Estação de Bombeiros de Teodoro Sampaio, onde permaneci por 7 meses. Em seguida, fui transferida para compor o efetivo da Estação de Bombeiros de Rancharia, onde permaneci por 4 anos. Agora, componho o efetivo da Estação de Bombeiros de Paraguaçu Paulista”, explicou a soldada.

Além de ser policial bombeira, a SD PM Viviane é responsável por dirigir o caminhão de salvamento do Corpo de Bombeiros. Segundo ela, foi ela quem fez a escolha, por sempre gostar de dirigir e quando era criança ter tido o sonho de andar no caminhão dos bombeiros.

“Quando entrei para a corporação, foi o meu objetivo ser motorista do caminhão de salvamento. Fiz o curso de motorista e troquei minha carta para pesado para poder dirigir o caminhão, assim como o resgate, e todas as outras viaturas do bombeiro”, disse ela.

Mesmo sabendo da responsabilidade que é, a bombeira disse que tem muito orgulho de poder dirigir o caminhão de salvamento e poder ver as pessoas olhando-a pelas ruas em que passa. 

A SD PM Viviane é formada em Educação física e trabalhava como educadora no ensino infantil. Ela diz que amava trabalhar com crianças, mas, mesmo assim, sentia dentro de si que faltava algo a mais, que não era ali o seu lugar, que precisava encontrar algo que a realizasse profissionalmente. Assim, resolveu prestar o concurso para PM e ir atrás daquilo que sempre foi o seu sonho e objetivo: ser uma bombeira.

“Entrei para a corporação aos 26 anos, mas desde os 9 anos de idade já era apaixonada pelo Corpo de Bombeiros. Fiz escolinha de bombeiro mirim na cidade de Assis por 2 anos, e essa paixão só foi crescendo cada dia mais e mais. A vontade de ajudar ao próximo e poder fazer a diferença na vida de quem precisa da nossa ajuda, é inexplicável, isso me fez entender que era no Bombeiro o meu lugar”, contou a assisense.

A soldada disse de como é ocupar um cargo onde os profissionais são quase em sua maioria do sexo masculino.

“Apesar das mulheres serem ainda minoria na corporação, possuímos um espaço de igualdade em oportunidade de atuação nas diversas áreas. A mulher tem conquistado o seu espaço dia após dia na corporação militar. Para mim, nessa profissão não existe barreiras, atuamos igualmente em todas as ocorrências, como salvamento, resgate e incêndio, treinamos diariamente para que tenhamos resistência física e psicológica para que todas as ocorrências sejam atendidas da melhor maneira possível”, explicou. 

A soldada contou-nos também o seu objetivo dentro da corporação.

“Meu objetivo é poder sempre fazer o meu melhor em todos os momentos. É levantar todos os dias e mesmo sabendo que tenho que viajar, que isso não seja uma obrigação e sim um prazer. É trabalhar com sentimento de amor ao próximo, com garra, coragem, e fé. É salvar vidas. É atender uma ocorrência e no fim ver que ajudamos a salvar mais uma vida, que ajudamos ao próximo e que fizemos o nosso melhor. É maravilhoso! É um sentimento de estar sendo usada por Deus a cada segundo, a cada ocorrência atendida, é realmente inexplicável.”

Para encerrar a entrevista, Viviane deixa um recado para os leitores. 

“Nunca desistem dos seus sonhos e objetivos, que por mais que o caminho seja difícil e doloroso, no final podemos colher bons e saborosos frutos. Até onde o corpo aguenta, somos humanos, depois somos bombeiros”, frisou. Fonte: I7 Notícias 

Conheça a primeira bombeira militar de Paraguaçu Paulista