DENGUE: Número de casos positivos nem sempre corresponde à realidade

DENGUE: Número de casos positivos nem sempre corresponde à realidade

Na semana passada, sexta-feira (3), de acordo com a informação do Departamento de Saúde, Paraguaçu Paulista registrou 1.201 casos positivos de dengue e 1.503 notificações, ou seja, aqueles que estão em investigação e que podem ou não ser confirmados como sendo a doença transmitida pelo Aedes aegypti.


O número de casos positivos de dengue não correspondem à realidade, pois existe uma grande quantidade de subnotificações, já que nem todas as pessoas que têm dengue procuram o serviço municipal de saúde, ou podem ter feito isso e começado o tratamento em outra cidade. “Pode acontecer também de a pessoa confundir os sintomas da dengue com uma gripe mais forte e nem procurar o médico ou o Posto de Saúde. Com isso, o número de casos positivos acaba sendo inferior à realidade”, esclareceu a diretora de Saúde, Cristiane Bonfim.

Para ter o caso confirmado de dengue clássico, é necessário que isso seja feito com exames laboratoriais. Por ser uma doença de notificação compulsória, todo caso suspeito ou confirmado deve ser comunicado ao Serviço de Vigilância Epidemiológica, o mais rapidamente possível. Cristiane informa que o Departamento só pode trabalhar com dados oficiais e não suspeitos. “Só podemos divulgar os números oficiais que estão no nosso sistema e que alimentam o Ministério da Saúde”, informou.

Mesmo que pareça que os números são maiores que os divulgados oficialmente, são esses que estão registrados no sistema, ou seja, são os que têm validade para as medidas adotadas pelo Ministério da Saúde junto à população, por meio das prefeituras e seus departamentos ou secretarias de saúde.

O apoio da população é fundamental 

Mesmo com a atuação do poder público, o apoio da população é fundamental para evitar focos de transmissão da dengue, pois cerca de 80% dos criadouros estão em residências. Assim, armazenar água de forma incorreta, deixar algum vão na caixa d’água ou esquecer recipiente no quintal são os principais motivos que fazem das casas os principais criadouros do Aedes aegypti, que prefere água parada e limpa.

O mosquito tem evolução rápida e pode sobreviver a todas as estações do ano, inclusive agora no outono. Uma pesquisa do Instituto Butantan, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde e um dos maiores centros de pesquisa biomédicas do mundo, constatou que o Aedes aegypti possui patrimônio genético muito grande e variável mesmo no inverno, época de baixa incidência do inseto.

Por isso, é importante relembrar as dicas para evitar que as casas e apartamentos se transformem em criadouros:

– Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira sempre fechada;

– Folhas e tudo o que possa impedir a água de correr pelas calhas também precisam ser removidos;

– Troque a água e lave o vaso das plantas aquáticas com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana;

– Garrafas e recipientes que acumulam água devem ser sempre virados para baixo;

– Caixas d’água também devem permanecer fechadas e todos os objetos que acumulam água, como embalagens usadas, devem ser jogados no lixo.